
A quinta edição da Contra.ponto Cosmopolita chega ao Altitude Jardins por Artefacto com obras de oito artistas reunidos por um mesmo convite: o de desacelerar diante da arte.
Imersão, contemplação, memória e natureza conduzem esta edição da mostra, em que diferentes linguagens exploram esses conceitos por caminhos distintos. A maior parte das obras encontra na natureza e em seus elementos o ponto de partida para esse convite à pausa, enquanto um artista amplia essa reflexão por meio da memória.
O Altitude Jardins por Artefacto chega à quinta edição de sua parceria com a Inn Gallery, responsável pela curadoria que ocupa o stand e o decorado do empreendimento desde o lançamento do projeto.
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A natureza como caminho para a contemplação
No stand e no decorado, a natureza aparece sob diferentes perspectivas. Em algumas obras, ela se revela como paisagem; em outras, como cor, matéria ou processo criativo. Ao longo da mostra, cada artista desenvolve esse conceito a partir de diferentes técnicas, materiais e referências.
Nas séries “Céus Portáteis” e “Outras Margens”, Adriana Rocha sobrepõe camadas de tinta e desenho a imagens impressas, criando composições que registram a passagem do tempo. Formada em Artes Plásticas pela FAAP, atuou por mais de 15 anos como ilustradora editorial antes de dedicar-se integralmente à pintura.

A memória também está presente na obra de Sil Chohfi, mas ganha novos contornos a partir de sua trajetória e de suas referências culturais. Nascida em uma família de colecionadores de arte, começou a pintar ainda criança, no Líbano, onde absorveu a luz e as cores do Mediterrâneo. Formada em Artes Plásticas, Design e História da Arte, também atuou em design de interiores e paisagismo. Em “Jardim suspenso” e “Floração”, a artista aproxima memória, emoção e cultura em composições que evocam a luz, as cores e a atmosfera desse universo.

Na abstração, a contemplação passa a ser construída principalmente pela força da cor. Antes arquiteta, Cynthia Pimentel encontrou na pintura sua principal forma de expressão. Em obras como “Deserto” e “Lagoon”, equilibra gesto espontâneo e precisão técnica em composições monocromáticas que buscam despertar sensações por meio da cor.

Alessandra Verdi começou a pintar aos 14 anos, inspirada por mestres do abstracionismo, e desenvolveu um estilo intenso e colorido, atravessado por esoterismo e espiritualidade. Em “Fluxo ancestral” e “Jardim da memória”, mistura giz pastel e tinta em composições vibrantes.

A relação com a natureza também aparece por outra perspectiva nas obras de Maurício Adinolfi. Vivendo entre Santos e São Paulo, o artista construiu sua trajetória a partir do contato com a construção naval e comunidades litorâneas, o que aproximou seu trabalho da relação com o rio e o mar. Suas telas, todas intituladas “Sem Título”, retratam vasos de flores em composições gestuais e de textura densa, em óleo sobre linho.

Da pintura, a mostra passa à escultura.
Norma Grinberg é uma referência da escultura cerâmica brasileira, com reconhecimento nacional e internacional. Sua obra “Nuvem” é composta por módulos de cerâmica vitrificada distribuídos no espaço, remetendo a correntes como o Concretismo e a Bauhaus através da repetição geométrica de suas formas.

Já Marina Schroeder amplia essa investigação ao incorporar processos naturais à própria construção de suas obras. Arquiteta e pesquisadora em práticas artísticas contemporâneas, sua produção parte de processos pouco controláveis, como o cultivo de fungos e o uso de pigmentos extraídos de forma natural, aplicados com ferramentas fora do comum. As séries “Entranhas” e “Filtro” resultam desse processo, e continuam se transformando mesmo depois de prontas.

Obras “Entranhas”, de Marina Schroeder, em exposição no Altitude Jardins por Artefacto
O contraponto da memória
Entre os oito artistas reunidos nesta edição, Reynaldo Cândia apresenta o principal contraponto da mostra. Enquanto a maior parte das obras encontra na natureza um caminho para a contemplação, o artista volta o olhar para a memória.
Formado em História da Arte e já foi premiado em salões como a Bienal do Recôncavo, na Bahia, e o Salão Latino-Americano de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Em “Kyklos”, constrói um políptico com cimento, capas e páginas de livros recortadas em círculos, unidas por linha.
Fragmentos de memórias pessoais e coletivas tornam-se a matéria-prima de sua obra, ampliando o conceito desta edição da Contra.ponto Cosmopolita por uma perspectiva distinta, mas igualmente voltada à pausa e à reflexão.

Natureza e memória percorrem caminhos distintos, mas conduzem ao mesmo convite: desacelerar e observar com mais atenção o que nos cerca. É essa aproximação entre arte, contemplação e arquitetura que também orienta a experiência proposta pelo Altitude Jardins por Artefacto.
Conheça o Altitude Jardins por Artefacto
Desde o lançamento, a parceria com a Inn Gallery integra exposições temporárias ao stand e ao decorado, reforçando a arte como parte da identidade do empreendimento. Localizado no ponto mais alto de São Paulo, no coração do Jardins, o Altitude Jardins por Artefacto é o primeiro empreendimento da categoria REM Luxury Properties.
Com vistas panorâmicas de 360° no rooftop mais alto da cidade, o projeto reúne arquitetura assinada pela Aflalo/Gasperini, interiores pela Anastassiadis Arquitetos, paisagismo pela Soma Arquitetos, e ambientes e mobiliário assinados por Artefacto.
O primeiro branded residence com gestão CBRE no Brasil, com padrão de atendimento, hospitalidade e serviços exclusivos inspirados nos melhores empreendimentos de luxo do mundo.
Um projeto irrepetível, com duplex de 310 e 410 m², além de residências panorâmicas de 155 e 205 m².

Venha visitar a exposição Contra.ponto Cosmopolita V e conhecer o empreendimento. A entrada é gratuita e o espaço está aberto todos os dias, das 9h às 19h.
Alameda Jaú, 1990, Jardins, São Paulo
(Stand: Rua da Consolação, 2662)
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